"... tenho uma
coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com
essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal
nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista
elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara."
Por esses dias andei reclamando e com razão, que os meus textos andam escassos e quase não escrevo coisas interessantes nem no fotolog, nem no blog. Fora as reclamações dos últimos seis meses que descrevi a metade de todo o sentimento de raiva e angustia que eu estava sentindo e deixou “neguinho” pensando que eram para eles alguns dos meus textos e comentários (eu também sei usar o meu veneno, ué!). Mas 50% do que escrevi e escrevo não é para causar impacto (não, tanto assim!).
Pela primeira vez vi o quanto devemos ser responsável ao escrever. Quando mechemos com as palavras e os versos não podemos ser tão egocêntricos ao ponto de pensar que escrevemos somente para nós mesmos, e ao escrevermos poderemos sim afetar a vida de outra pessoa, isso nada tem a ver com criatividade, pois qualquer individuo pode se perguntar, pensar, sobre o mesmo assunto mesmo sendo pessoas de “universos” tão diferentes.
Quando falo em universos nem digo aquele que habita os planetas que estão a milhões de quilômetros da terra, falo de pessoas que estão ao seu redor e você as vê como estranhas, e entre vocês não há nenhuma intimidade, muitas vezes essas mesmas pessoas parecem até que não falam a mesma língua. Lembrei de uma canção dos Engenheiros do Hawaii “... agora la fora o mundo todo é uma ilha/ a mihas e milhas de qualquer lugar...”, Hg conseguiu definir bem a Idéia de universo em que eu tinha falado.
A única época do ano em que não vejo o ser humano como uma “ilha” ou “ETs” é no dia de Natal, há uma obrigação de felicidade em cada (...) da celebração, que faz qualquer individuo esquecer as eventuais encrencas que tenha com a sua família, ou, da família da sua esposa. Há uma falsidade totalmente aceitável nesta época do ano, pois a sogra não ira te irritar com aquela péssima mania dela de falar demais, aquele sobrinho que você vê somente nessa época que alias é um moleque malcriado, você não ira reclamar de sua falta de educação com os mais velhos e no mínimo vai agradecer que o “peste” more a km de distancia de você. Alguma coisa se perdeu no meio de tanta celebração eu diria, pois no final da festa é apenas o dia 25 e faltam apenas seis dias para o ano novo... Sem muita magia apenas a vida real (como se muda de canal?)
