Não me peça para voltar. Nos meus vinte poucos anos minha vida segue em uma linha reta com vários caminhos a escolher é verdade, mas, sempre em frente. Nesse trajeto de duas décadas e meia de vida que percorri até aqui ganhei varias qualidades, daquelas que adquirimos com o tempo; experiência, sabedoria, paciência... Perdi também outras tantas, mas a inocência dos meus primeiros anos de vida e que fui perdendo na medida em que os anos passaram é o que mais sinto falta.
Nos meus caminhos tortos ao longo da vida consigo ver aprendizado em cada passo, minha mãe não cansa de repetir “Deus não te dá uma cruz maior que você pode carregar” e por causa dos dizeres incansáveis de minha mãe, aprendi a me orgulhar das minhas cicatrizes ao longo da vida. Joelhos ralados, corte de gilete na perna... Até de uma enorme cicatriz nas costas por conta de uma operação na coluna, depois dessa eu aprendi o real significado de superação. Mas não voltaria a esses mesmos caminhos que eu um dia eu andei, por acreditar que não proporcionariam nenhum aprendizado além do que já foi aprendido na primeira vez que eu caminhava nesse mesmo trajeto.
As pessoas que conheci ao longo desses vinte poucos anos que fizeram parte de um; colegas, amigos e outros que se tornaram inimigos declarados que por diversos outros motivos não falamos mais com tanta freqüência ou que desapareceram do mapa sem dar nenhuma satisfação. Guardo com carinho as pessoas que considero privilegiada de ter conhecido. São poucas bem poucas para dizer a verdade, na maioria das vezes elas escapam da “cachola” e vem em forma de lembranças que em poucas horas se transformam e suspiros de saudade.
Nós em alguma curva dos nossos caminhos nos encontramos. Naquele exato momento onde a vida manipula dois corpos para algo muito maior e além da nossa compreensão, os descrentes chamam isso de destino, mas, talvez fosse às mãos de deus nos dando uma “mãozinha” depois de um passado, teres passado por mim tão invisível tava na hora de finalmente sermos visíveis um para o outro.
Mas você quis ficar lá naquela curva, onde os nossos caminhos mais uma vez foram traçados comemorando pequenas conquistas, com uma liberdade inbecil estampada no rosto... Você quis ficar falando de sentimentos e conjugando-os no passado em 1° pessoa me colocando em 2° plano “eu gostava de você, eu curtia estar com você, eu amava você...” e cheguei à dolorida conclusão que, era lá que nós estávamos todo esse tempo no PASSADO. Nós?! Digo você, ficou lá no passado e eu segui a minha vida cada vez mais decidida a não voltar atrás.
Nessa voltas que a vida da não consegue percorrer os mesmos caminhos e nem encontrar as mesmas pessoas que me feriram um dia, outros nem me feriram muito pelo contrario, mas me deram razoes suficientes para estarem lá no passado, com se tivessem guardados como um bom e velho livro empoeirado na estante que o enredo já não trás novidade nenhuma.
Confesso que esse caminho que eu mesma escolhi é intenso. Os nervos são quentes e frios na mesma proporção e na maioria das vezes de aço, com caminhos e pessoas transbordando em novidades chegando a sufocar na maioria das vezes. Os exageros são perdoados, mas não tolerados são recomendados sentimentos nas doses certas e diárias. Mas, no final das contas eu vejo que viver assim vale à pena. Vai valer!
" E esse caminho que eu mesmo escolhi é tão fácil seguir por não ter onde ir...Controlando a minha maluquez misturada com minha lucidez eu vou ficar ficar com certeza maluco beleza...♫ "

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